Agora eu entendo o quanto eu te ignorava, pois eh o que você faz comigo agora.
Depois daquela noite… você não sai mais do meu pensamento.
Eu descobri que não preciso de certas pessoas. Eu só preciso de pessoas certas.
A pior saudade é aquela que a pessoa esta perto e você mesmo assim, não pode matar a saudade.
Você se importou e eu não, você desistiu e eu comecei a me importar.
O problema é que eu não sou do tipo de pessoa que ouve e logo depois esquece.
Eu sei que existem pessoas que estão sofrendo muito mais do que eu, estão com doenças horríveis, mas cara eu não consigo explicar o quão grande é esse sofrimento, é essa angústia que eu sinto, e que às vezes eu não consigo nem explicar o porquê! Só sei que eu não estou aguentando mais tudo isso, é inenarrável a saudade que eu sinto da turma que deixei…. Segui um rumo diferente, por burrice eu sei, mas eu faria qualquer coisa para voltar no tempo e fazer tudo de um jeito diferente. E sinto essa angústia também por causa da minha consciência pesada em relação aos meus pais, sei que não sou um orgulho para eles, sei que não sou uma filha perfeita, ou uma filha que eles desejavam que eu fosse, por isso me culpo totalmente por tudo, e cada vez mais essa angústia aumenta. Dizem que o tempo cura tudo, mas na verdade ele só ameniza, e faz com que esquecemos um pouco, mas no fundo esse sofrimento continua lá, muitas vezes nem ameniza, pelo contrário, só aumenta.
Dói, dói pra caralho. A noite vai chegando, deito com a cabeça no travesseiro e milhares de pensamentos surgem em minha cabeça como de costume. Lembranças de tudo que já vivi, das tantas vezes em que a felicidade bateu em minha porta e eu não abri… das tantas vezes em que a felicidade me ligou e eu não atendi… das tantas vezes em que ela ficou em minhas mãos e eu deixei cair. Me arrependo de tantas coisas que deixei de fazer por medo, por insegurança, ou por ouvir demais os outros. Tantas pessoas que passaram por minha vida, pedindo pra ficar e eu deixei partir… momentos que deixei de aproveitar pra preservar minha “imagem”, que na verdade nem existia, ou para manter aquele orgulho que os pais sempre tem por ter um filho “certinho”. Momentos que deveriam me arrancar sorrisos e mais sorriso mas me arrancam lágrimas em cima de lágrimas. Dói, dói pra caralho saber que hoje eu vivo assim por erros meus, ou por coisas que eu deixei de fazer por capricho de outras pessoas. Dói também não segurar as lágrimas ao pensar que tudo podia ser diferente, mas não é. E chorar não adianta, mas eu choro, mesmo que escondido, mesmo não querendo chorar eu choro. Sabe por que? Porque dói, dói pra caralho.
Tem palavras que doem mais que uma facada.
Ninguém tem noção do quanto é ruim querer um simples abraço, e não poder te-lo.
Quando eu era criança, eu chorava bem alto para a minha mãe ouvir. Hoje em dia choro bem baixinho para ninguém notar.